quarta-feira, 18 de maio de 2011

Reunião de pais:

Por Roseli Brito
É sabido que cabe a família ensinar valores, boas maneiras, oferecer um ambiente adequado do ponto de vista material, emocional , moral e psicológico. No entanto cada vez mais a geração anterior transmite cada vez menos para a geração seguinte. Afinal ninguém pode dar o que não tem, e também não pode ensinar o que não aprendeu.
Infelizmente, o reflexo desta situação é visível na nossa sociedade e principalmente dentro das nossas salas de aula. São alunos que tratam os professores de modo abusivo e desrespeitoso utilizando linguajar rude e ofensivo, e até, em muitos casos, partindo para a agressão física.
Mas, o que dizer quando somos tratados desse modo pelos próprios pais ? Quando somos desrespeitados por uma criança ou adolescente já é por demais desgastante, o que dizer então quando é o próprio adulto, o responsável por esse aluno, a usar de sua autoridade (?) de pai/mãe e achar que pode desrespeitar e agredir um professor ?
Adultos que agem desta forma chamo de pessoas tóxicas, pois contaminam o ambiente onde estão e infelizmente, se não forem chamadas a razão contaminam quem estiver a sua volta também. Isso é algo danoso, principalmente em uma reunião de pais. Quando o bimestre termina, muitos professores já se consomem em pensar ter de lidar com esses pais “tóxicos”.
Por isso aqui vão algumas situações que esses pais criam e como contorná-las ou resolvê-las:
01. Pai chega antes da reunião começar e quer ser atendido naquele momento, pois tem um compromisso urgente e não pode ficar para a reunião.
Sugestão: Professor informa que tem uma pauta a cumprir, assim não será possível fazer uma reunião individual naquele momento, porém verificará durante a semana qual o dia e horário em que poderá disponibilizar para este atendimento e avisará o pai/mãe.
02. Pai fica instigando outros pais durante a reunião para também fazerem reclamações.
Sugestão 1: Coloque a pauta da reunião no quadro negro e disponibilize um momento para perguntas, ou então esclareça que cada um terá um momento individual para fazer as colocações que precisarem.
Sugestão 2: Quando o pai que está tumultuando começar a fazer as reclamações, corte no mesmo instante dizendo “ Por favor, aguarde que, quando conversarmos em particular podemos abordar este assunto” ou ainda “como não cabe a mim resolver esta questão, depois anotarei suas sugestões e enviarei a coordenação que posteriormente lhe dará um retorno”.
03. Pai contesta tudo o que o professor diz, testando a paciência do professor.
Sugestão: O Professor deve manter-se calmo e controlado e sugerir ao pai o seguinte “Já que o senhor/senhora apresenta muitas dúvidas referente a muitos assuntos, é melhor que seja agendado um horário fora desta reunião para esclarecermos estas questões”, ou ainda “As respostas para estas questões já foram abordadas em reuniões anteriores, como observei que o senhor não compareceu, ficarei feliz em agendar um outro horário para esclarecer”.
04. Pai que esbraveja e se nega a falar com professor, só aceita falar com o diretor ou coordenador, demonstrando que o professor não tem o preparo para resolver.
Sugestão: O Professor deve permanecer calmo, olhar fixamente para o pai e dizer educadamente “Como o senhor está alterado no momento, deixaremos para resolver esta questão em outra hora, com sua licença “, vire as costas e atenda outro pai, ou ainda “Este assunto quem responde sou eu, no entanto como o senhor está alterado no momento, agendarei uma data para conversarmos, se após a nossa conversa o senhor ainda achar que o assunto não foi solucionado então levarei o caso até a coordenação”.
05. Pai leva a criança, e na frente do filho desautoriza as ações do professor, fazendo-o passar por incompetente.
Sugestão: Corte logo a fala do pai com a seguinte frase: “Não é adequado fazer essas colocações na frente do seu filho, assim, sugiro conversarmos outra hora a sós, onde poderei esclarecer todos os fatos. Terça feira às 10 horas está bom para a senhora?
06. Pai que usa a reunião para expor o problema do filho e mostrar seu descontentamento com o professor, atribuindo-lhe toda a responsabilidade da questão.
Sugestão: O Professor deve deixar claro logo no início da reunião de pais que a reunião tratará do rendimento escolar do aluno, e que questões particulares envolvendo indisciplina, comportamento, etc deverão ser tratadas individualmente em outro dia e horário, bastando para isso que o pai faça o agendamento com o professor e/ou coordenação.
Tomando esta precaução, o professor não deixa abertura para que determinados pais monopolizem a reunião com os seus problemas particulares, dando assim a todos, a chance de participarem.
07. Pai que chega atrasado na reunião e quer passar na frente de todos, e toma todo o tempo da reunião.
Sugestão: Logo no início da reunião, deixe claro que o atendimento individual obedecerá a ordem de chegada. Assim, se você tem 35 alunos, faça cartões numerados de 1 a 35 e vá entregando para cada pai que entrar na sala. Desta forma, fica justo o atendimento, pois o professor está apenas seguindo a ordem. Se o pai insistir, sugira que ele agende outro horário.
08. Pai que ao ouvir algum comentário negativo do filho, logo vem com quatro pedras na mão usando de alegações depreciativas ou infundadas para com o professor, pois não aceita que o filho seja chamado a atenção.
Sugestão: Quanto as alegações depreciativas você pode responder com a seguinte frase: “Estou lhe tratando educadamente, assim não há motivos para que eu seja tratada com desrespeito, quando a senhora se acalmar e desejar pedir desculpas, ficarei feliz em agendar um horário para conversarmos”.
Quanto as alegações infundadas a frase ideal é: “Como a senhora está levantando acusações muito graves, o ideal é em outro momento reunirmos todos os envolvidos para confrontarmos essas afirmações" . Dito isso você pode sugerir um dia e horário, ou verificar junto a coordenação e depois informar para os pais.
09. Pai que usa a reunião para fazer comparações entre a professora atual e a professora anterior. É mais comum do que se imagina os pais lançarem farpas durante uma reunião para desestabilizar o equilíbrio e a harmonia do ambiente, geralmente fazem isso atacando a competência do professor fazendo comparações com outros professores.
Sugestão 1: A saída mais elegante e incisiva é concordar e discorrer sobre as suas credenciais profissionais. “De fato, a senhora tem razão a professora Joana é muito competente e experiente. Sendo assim, é meu dever relatar um pouco da minha trajetória profissional para que vocês possam conhecer-me melhor e o tipo de trabalho que desenvolvo com os alunos"
Sugestão 2: Levar para a reunião dinâmicas visando trabalhar que no mundo não há nenhuma pessoa igual a outra, cada um tem sua individualidade, talentos e jeito de ser. E essa diversidade faz bem, pois nós adultos, as crianças e jovens aprendemos a lidar com situações novas e com isso amadurecemos nos nossos relacionamentos.
Sugestão 3: Mostre aos pais o portfólio do aluno com atividades de antes e depois . Assim se o Joãozinho estava com dificuldades em Matemática, mostre que você criou algumas abordagens e atividades diferenciadas e o Joãozinho conseguiu superar. Assim os pais verão que você, assim como a professora anterior, também se importa e já está ajudando os alunos.
10. Pai que chega quando faltam 5 minutos para a reunião terminar e quer ser atendido de qualquer maneira.
Sugestão: Se você puder atender, deixe claro até que horário você poderá ficar: “Sr.João, como o senhor chegou no final da reunião, só poderei atender por mais 10 minutos, após este horário tenho compromisso.
Ou aindaSr.João a reunião já está finalizando e não teremos tempo suficiente para conversar, assim sugiro agendarmos nossa conversa para 2ª. feira às 9 horas, tudo bem para o senhor ?"
Lembre-se: Jamais aceite ser tratada de forma desrespeitosa por quem quer que seja, jamais, entre no chamado bate-boca com confrontações verbais ou físicas. Educadamente, deixe claro seu desprezo por atitudes desse tipo e recuse-se a ouvir impropérios. Seja por telefone ou pessoalmente ,deixe claro que você só voltará a discutir o assunto  quando todos os envolvidos estiverem calmos e contidos, pois com os ânimos exaltados a conversa nunca é civilizada e o bom senso sempre fica comprometido.

Patrícia Diniz.

Despedida do TREMA

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o TREMA. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos. Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente estou fora. Fui expulso para sempre do dicionário.
Seus ingratos!
Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio...
A letra “U” se disse aliviada, porque vou finalmente sair de cima dela. O dois ponto disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado, enquanto ele fica em pé. Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele “C” cagão que fica se passando por “S” e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do “O” e o anoréxico do “I”.
Desesperado, tentei chamar o “ponto final” para trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o “K” e o “W”, "Kkk" para cá, "www" para lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências!
Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem vou-me embora da Língua Portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus, Trema.

Patrícia Diniz. 


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Literatura Infantil Afrobrasileira



Este vídeo foi elaborado pela equipe, composta por: Patrícia Diniz, Jandira Bouças, Rosane Neves, Beatriz Silva e Regina, com abordagem na Literatura Infantil Afro Brasileira. Há uma enorme discussão entre os teóricos para entender a Literatura Infantil. A discussão passa pela conceituação, a concepção da infância e do leitor, a ligação da literatura infantil e a escola, até o caráter literário dessas obras para crianças.

Livro Didático

As tecnologias que estendem a capacidade de comunicação do homem, contudo, existem há muitos séculos. As mais importantes, antes são a fala tipicamente humana, a escrita alfabética, e a imprensa, que é o livro impresso.
Os livros didáticos também foram inventados com propósitos menos nobres do que a educação em vista. Hoje, porém, a educação é quase inconcebível sem essas tecnologias.
Os livros didáticos trazem informações e não conhecimentos; então, a escola não pode seriamente levar em consideração as necessidades, os interesses, o estilo e o rítimo próprio de aprendizagem de cada aluno, de modo a proporcionar a cada um, uma formação adaptada a ele, porque esse tipo de ensino personalizado se choca com o pressuposto básico da escola, a padronização.

Tecnologia e Educação

Há muitas formas de compreender a tecnologia. Nem todas as tecnologias inventadas pelo homem são relevantes para a educação. Algumas apenas estendem sua força física, seus músculos; outras apenas lhe permitem mover-se pelo espaço mais rapidamente e/ou com menor esforço. Nenhuma dessas tecnologias é altamente relevante para a educação. As tecnologias que amplificam os poderes sensoriais do homem, contudo, sem dúvida o são. O mesmo é verdade das tecnologias que estendem a sua capacidade de se comunicar com outras pessoas. Mas, acima de tudo, isto é verdade das tecnologias, disponíveis hoje, que aumentam os seus poderes intelectuais: sua capacidade de adquirir, organizar, armazenar, analisar, relacionar, integrar, aplicar e transmitir informação.
As tecnologias que grandemente amplificam os poderes sensoriais do homem, são relativamente recentes e foram eles que, em grande medida, tornaram possível a ciência moderna, experimental.
Várias expressões são normalmente empregadas para se referir ao uso da "tecnologia na educação". Não há porque negar que hoje em dia, quando é empregada, dificilmente se pensa em giz e quadro negro ou mesmo de livros e revistas. Normalmente, quando se usa a expressão, pensa-se no computador, que se tornou o ponto de convergência de todas as tecnologias mais recentes. Faz sentido lembrar que a fala humana, a escrita, e consequentemente, aulas, livros e revistas são tecnologias e portanto vêm usando "tecnologia na educação" há muito tempo.

Eu me apresentando...

Olá, sou Patrícia Diniz!
Sou estudante do 8º semestre, turno matutino, de Pedagogia ...
E vocês, quem são?